Quando o peito aperta e você nem sabe explicar por quê
- Fernanda Gregório Fonseca
- 23 de jul.
- 2 min de leitura
Tem dias em que a dor não tem nome.
Você acorda com um aperto no peito, uma ansiedade que chega sem convite,
uma tristeza que não tem justificativa lógica.
E, mesmo que tudo pareça estar “certo” lá fora, algo dentro está desmoronando.
É como um choro preso na garganta,
uma saudade de algo que você nem sabe exatamente o que é.
Um vazio… que grita.
Talvez você tente se distrair.
Se ocupar.
Se calar.
Mas o corpo sente.
E insiste em dizer aquilo que a alma ainda não conseguiu nomear.
Porque a dor não ouvida, um dia se faz sintoma.
E o que você não expressa, o corpo encontra um jeito de contar.

Nem tudo o que dói tem palavra, mas tudo o que dói merece cuidado
A verdade é que nem sempre a gente vai saber dizer o que está sentindo.
Nem sempre vai ter explicação ou uma frase pronta pra dar sentido ao caos.
Mas sentir… já é o começo da escuta.
Você não precisa entender tudo agora.
Você só precisa se permitir sentir.
Se acolher.
Se ouvir.
Se cuidar como quem recolhe os cacos sem pressa, sem cobrança, sem culpa.
Deus também entende lágrimas que não viram frases.
Suspiros que não viram orações completas.
Ele lê o que ninguém vê.
Se hoje o coração apertou sem motivo aparente…
Respira.
Você não está perdendo o controle, você está sendo humana.
Você não está “errada” por não saber explicar.
Você está viva.
Você está sentindo.
Permita-se pausar, mesmo quando tudo te pede pressa
🌿 Vá devagar.
🌿 Coloque a mão sobre o peito.
🌿 Feche os olhos.
🌿 Diga pra si mesma: “Eu tô aqui. Eu tô comigo. E Deus também está.”
Não é preciso entender tudo pra se cuidar.
É preciso coragem pra não se abandonar quando tudo dentro parece bagunçado.
Selah.
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